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PF EM AÇÃO - GRANDE OPERAÇÃO DA POLICIA FEDERAL PREDEU EM ARIQUEMES, CHAULES, O MAIOR DESMATADOR DA AMÉRICA DO SUL

A prisão aconteceu na casa dele, em Ariquemes, no Vale do Jamari. De acordo com as investigações, Chaules possui cerca de 120 madeireiras espalhadas pela região Norte em nome de laranjas.
Momento da prisão de Chaules
 A prisão ocorreu nesta quarta-feira (23) durante a Operação Deforest, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público contra uma organização criminosa (OrCrim) suspeita de invasão de terras para venda e posterior extração ilegal de madeira.

 
Também foram presas 5 policias militares lotados em Ariquemes e Cujubim.

Uma madeireira de propriedade do Chaules, mas que segundo levantamentos feitos pelas autoridades, está em nome de laranjas, situada no Distrito de Extrema, foi fechada pela PF e no local também foram encontrados muito material ilícito. A serraria permanece fechada.
Serraria de Chaules fechada em Extrema
No momento da prisão do suposto chefe dessa organização criminosa, foram apreendidos em sua casa, armas, munição, joias, mídias digitais e uma farta documentação que comprovam as práticas criminosas supostamente lideradas por Chaules Volban.

 
Segundo o promotor de Justiça Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues, Chaules Volban, como líder, teria constituído uma espécie de milícia no campo armado e agia tocando o terror contra quem se oponha a ele, sendo na venda de terras por preços bem abaixo do real valor, ou mesmo expulsando legítimos proprietários na base da força, e até uso de armas de grosso calibre.
 
"E colocaram policiais militares, capangas armados, que faziam cobrança de pedágio, intimidavam, extorquiam e ainda colocavam aquelas pessoas que eram posseiros da terra para fora daqueles lotes", disse.
 
"Ninguém tem tanta ligação com madeireiras, com dezenas, mais de uma centena como ele que se tem notícia", detalhou o promotor.
 
A defesa de Chaules Volban Pozzebon informou que não irá se pronunciar no momento sobre a prisão por ainda não ter tido acesso aos autos do inquérito.
 
OPERAÇÃO DEFOREST



Os mandados de prisão foram expedidos para Ariquemes, Cujubim, Monte Negro, Porto Velho, Manicoré (AM) e Araçatuba (SP).
 
A ação da PF é resultado de um inquérito iniciado em junho deste ano pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que descobriu a prática dos crimes de homicídio, extorsão, lavagem de dinheiro e ameaça.
 
O procedimento do MP apurou que a organização criminosa tinha uma estrutura armada para resguardar os interesses fundiários do líder do grupo se valendo do poder econômico e dos cargos ocupados nas forças de segurança para intimidar moradores da região.
 
Conforme as investigações, a organização criminosa é composta por empresários, policiais, pistoleiros e outras pessoas que intimidavam e ameaçavam agricultores da região de Cujubim. O objetivo era tomar a posse de terras na região conhecida como "Soldado da Borracha".
 
De acordo com a PF, a Justiça Estadual expediu 16 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão. Cerca de 150 policiais estão envolvidos na operação.
 
O nome Deforest é uma referência à prática de desmatamento ilegal, que segundo a PF, era um dos principais objetivos dos criminosos após tomar a posse das propriedades rurais.

DESDOBRAMENTO

No final da manhã de hoje, mais prisões aconteceram em Ariquemes, e segundo informações extra-oficias, um grande empresário, e ex prefeito da cidade também foi preso acusado de fazer parte da ORCRIM. 

Informações até o final do dia. 

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