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PAPAI NOEL PAGA US$3,9 MILHÕES DE DÓLARES EM PROPINA NO RIO DE JANEIRO


'Papai Noel' de Côrtes chegou dois dias atrasado em 2013, mas trouxe US$ 3,9 milhões em propina.

Quebra de sigilo de mensagens revela transferência bancária da Secretaria de Saúde a uma empresa do esquema.

Email recebido por Côrtes de um operador que se lamenta pelo atraso do Papai Noel - Operação Calicute
RIO - Sérgio Côrtes só conseguiu celebrar o Natal de 2013 da maneira como imaginou dois dias depois de Papai Noel distribuir todos os seus presentes. É o que mostra o pedido de prisão do ex-secretário de Saúde e de condução coercitiva de Rodrigo Abdon, um dos alvos da operação Fatura Exposta, reforçado pelo Ministério Público Federal (MPF).

A quebra de sigilo de comunicação eletrônica de Côrtes revelou um e-mail em sua caixa postal enviado por Abdon com o seguinte conteúdo: "Importante. Papai Noel atrasado...Queria ter te encaminhado dia 24...mas o banco vacilou", dizia o correio eletrônico do dia 26 de dezembro com cópia de transferência bancária na qual a Secretaria de Saúde do Rio deposita a quantia de US$ 3,9 milhões a favor da empresa Neurologia Incoporated.


O ex-secretário de Saúde do Rio Sérgio Côrtes foi preso na manhã desta terça-feira, alvo da Operação Fatura Exposta.Foto: Pablo Jacob / O Globo

A prisão de Côrtes atraiu curiosos e, inclusive, moradores do prédio. Uma vizinha que não quis se identificar disse ter pedido aos porteiros para que, 'quando esse dia chegasse', avisassem a ela "a hora que fosse'Foto: Pablo Jacob / O Globo

A Polícia Federal (PF) chegou na residência do antigo secretário, na Lagoa Rodrigo de Freitas, por volta de 6h.Foto: Pablo Jacob / O Globo

Apesar de os policiais federais terem chegado cedo ao prédio do ex-secretário, só deixaram o edifício com Côrtes às 9h21.Foto: Pablo Jacob / O Globo

À frente dos policiais — e usando os mesmos trajes —, Côrtes é segurado pelo braço por um PF, enquanto carrega uma bolsa vermelhaFoto: Gabriel de Paiva / O Globo

Na mesma operação, também foi preso o empresário Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa.Foto: Pablo Jacob / O Globo

Gustavo Estellita, sócio de Miguel Iskin, presidente da Oscar Iskin, tentou se esconder dos fotógrafos ao ser levado preso pela PF.Foto: Pablo Jacob / O Globo

O empresário foi levado à sede da Polícia Federal, onde deve prestar depoimento.Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

Miguel Iskin, presidente da Oscar Iskin, empresa distribuidora de material hospitalar, foi levado de muletas à sede da Polícia FederalFoto: Gabriel de Paiva / O Globo

Miguel Skin e seu sócio, Gustavo Estellita, são acusados de comandar um cartel de distribuidoras e fornecedoras de serviços que teria fraudado as licitações da Saúde durante a gestão de Côrtes, entre 2007 e 2013.Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

Levantamentos realizados nos portais da transparência da União e do Estado do Rio, o MPF verificou que, entre 2007 e 2017, duas das empresas ora investigadas, Oscar Iskin e Cia Ltda e Levfort Comércio e Tecnologia Médica Ltda, obtiveram montante aproximado de R$ 368.958.378,18

A transferência de valores, segundo o MPF, foi feita pelo Banco Bradesco para o Bank of America em Nova York. De acordo com a investigação da força-tarefa, a movimentação é similar às descritas pelo delator Cesar Romero como "modus operandi" do esquema ilícito de pagamento de propina no exterior. Os pagamentos eram feitos por transferências bancárias ao Bank of America em Nova York e, posteriormente, feito o depósito de propina em favor de Côrtes, sustenta o MPF.

No pedido de prisão, o MPF ressalta que "a referência ao presente de Natal é a própria propina" recebida por Côrtes no exterior.

No mesmo pedido, reforçada pela quebra de sigilo e por troca de mensagens, a força-tarefa conclui que Côrtes tinha relacionamento pessoal com Miguel Iskin e Gustavo Estellita, com agenda em comum e grande intimidade entre o grupo.demonstrando a grande intimidade entre eles.




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